INATAA 

No início de 2011 entarmos em contato com o INATAA, que trabalha com terapia de animais e oferecemos alguns cães para realizarem este trabalho maravilhoso...

Segue o link do Blog do INATAA, para que possam acompanham o desenvolvimento de Lola, uma futura cão terapeuta!  

!www.inataa.org.br/blog/?cat=18

 

 

PostHeaderIcon Conheçam a Lola, uma terapeuta em treinamento!

Por Laís Milani*
 
Laís e Lola no aeroporto quando chegou de Porto Alegre

Laís e Lola no aeroporto quando chegou de Porto Alegre

Essa é a Lola, ela foi doada peloGolden Freedom Kennel para ser uma terapeuta, chegou em casa com cerca de 70 dias, e desde então ela vem sendo treinada para trabalhar. Pelo blog vocês poderão conhecê-la melhor e acompanhar sua caminhada para se tornar um cão terapeuta.

O Golden Freedon Kennel fica em Porto Alegre e um de seus cães já trabalha na APAE por lá. Interessados pelo trabalho de TAA resolveram doar alguns filhotes para se tornarem terapeutas, entraram em contato com o INATAA e eu, que já pensava em pegar outro cachorro para ser terapeuta, acabei adotando a Lola.
Desde que chegou em casa ela vem se mostrando uma fofa, quando saímos na rua todos param pra mexer com ela e se não param é ela quem mexe com a pessoa, indo em direção á quem estiver passando com o rabo balançando alegremente, e não tem quem resista!
Ela é muito carinhosa com as pessoas, senta pra receber carinho e já aprendeu a pedir carinho dando a pata pra quem estiver na sua frente. É muito dócil com outros cães, logo ficou super amiga da Melzinha, minha Yorkshire terapeuta, elas brincam o dia todo e adoram brincar de cabo de guerra com seus brinquedos.
Lola e sua

Lola e sua "irmã" Mel

Como eu não sou adestradora procurei as especialistas em comportamento animal do INATAA, Carla Bárbaro Venturelli e Kátia Aiello, para me orientarem sobre o adestramento da Lola, foram elas que me passaram as informações e exercícios que vou contar aqui.
Elas me falaram da dessensibilização e da socialização da Lola. Me orientaram a tocar a Lola em várias partes dos corpo, inclusive as mais sensíveis, apertar, puxar, enfim, amassar a Lola, mas sempre associando isso a coisas agradáveis, como carinhos, beijinhos e festas para que ela entenda que toques mais brutos, ás vezes realizados por assistidos com dificuldades motoras, não são agressões, mas sim carinhos. Nessa parte eu acho que a Lola já nasceu pronta, porque eu aperto ela de todas as maneiras e desde que chegou em casa ela adora isso.
 
A Lola já participou de gravação para a TV, aparecerá no Domingo Espetacular, da Record, junto com os cães terapeutas

A Lola já participou de gravação para a TV, aparecerá no Domingo Espetacular, da Record, junto com os cães terapeutas

Elas também me falaram para fazer barulhos perto da Lola, arrastar cadeiras, derrubar livros, vassouras, pois ela não pode considerar tais barulhos e movimentos como ameaçadores, já que são situações que podem acontecer durante o atendimento. É importante que tanto os sons quanto os toques sejam introduzidos gradativamente, assim cachorro vai se acostumando á esses estímulos. Se começar jogando um dicionário do lado do seu cachorro você pode traumatiza-lo ao invés de fazê-lo se acostumar com o som, o ideal nesse caso é você começar com um livro pequeno e ir aumentando o tamanho livro. Ás vezes quando faço coisas desse tipo a Lola fica me olhando com cara de quem não está entendendo, mas dificilmente se assusta, estamos treinando bastante isso para que ela fique indiferente á esse tipo de estímulo.

Quanto á socialização elas me disseram que a Lola tem que conviver bastante com cães, porque ela vai trabalhar no mesmo ambiente que outros cães, e, obviamente, não pode haver desavenças entre eles durante o momento de trabalho. Em casa a Lola brinca muito com a Mel, e eu sempre levo as duas para brincarem com alguns cachorros conhecidos. Antes da Lola poder andar na rua, por não ter completado as três doses necessárias da vacina, eu a levava para passear na rua e em parques, ela ficava no colo, lógico, mas desde então podia observar os outros cães, podia se acostumar com os barulhos e objetos da rua. Desde que completou a terceira dose da vacina ela passeia todo dia e vai ao parque quase diariamente, adora brincar com os outros cães e é muito submissa, ficando de barriga pra cima durante a brincadeira.
Além de ser socializada com cães ela deve ser socializada com pessoas, tem que estar acostumada com carinhos de estranhos, e para isso, fui orientada a parar sempre quando alguém quiser fazer carinho nela e deixa-la interagir com qualquer pessoa, outro exercício bom é ir a lugares movimentados para que ela tenha contato com muitas pessoas diferentes. Como eu já falei antes, a Lola instintivamente chama as pessoas para acariciarem ela na rua e agente vai parando o tempo todo pras pessoas mexerem nela. Eu a levei algumas vezes em um shopping aqui perto de casa que aceita cachorros e ela ficou deslumbrada, era muita gente querendo brincar, e ela ficou toda feliz, acho que não parou de balançar o rabo nem por um segundo.
A maior parte de seu treinamento hoje é a socialização: pessoas, bichos, lugares, objetos, barulhos

A maior parte de seu treinamento hoje é a socialização: pessoas, bichos, lugares, objetos, barulhos

Além disso, também tem a questão de educa-la desde cedo, ela logo aprendeu o “não”, o que salvou muitos móveis aqui em casa, já chegou sabendo esperar sentada pela comida, e aprendeu rapidinho a andar na coleira sem puxar.
Ela não é uma fofa?!
Lola, em breve se tornará mais um dos cães terapeutas levando bem-estar e saúde à quem precisar

Lola, em breve se tornará mais um dos cães terapeutas levando bem-estar e saúde à quem precisar

*Laís é voluntária do INATAA com sua Yorkshire Mel e hoje faz parte da diretoria de TAA do Instituto.

*Lola esteve recentemente na feira REATECH (14 a 17 de Abril) junto com os cães terapeutas e voluntários do INATAA como parte de seu treinamento e socialização. Ela se saiu muito bem, teve contato com diferentes pessoas e cães, cadeiras de rodas, diferentes barulhos e cheiros. Por ser filhote, ficou pouco tempo para que o “passeio” não deixasse de ser agradável e para que a Laís pudesse mostrar à ela que aquele ambiente era legal. Continuaremos escrevendo aqui as experiências do crescimento da Lola e o caminho para se tornar um cão terapeuta, aguardem os próximos episódios!

 

Contato

Marcela Maines e Juliano Pinto Porto Alegre
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